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Egito: Confrontos a caminho do referendo à Constituição

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Egito: Confrontos a caminho do referendo à Constituição

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A dois dias do Egito começar a referendar a nova Constituição, domingo voltou a ser uma jornada de confrontos envolvendo estudantes islamitas que apoiam o presidente deposto, Mohamed Morsi.

Os agora “terroristas” da Irmandade Muçulmana apelam ao boicote do primeiro escrutínio no Egito desde que os militares retiraram do poder, em julho do ano passado, o presidente islamita eleito.

Sábado, o general Abdel Fattah al-Sisi abriu a porta a uma potencial candidatura presidencial que pode receber um impulso decisivo com o referendo.

Este domingo, o homem que derrubou Morsi apelou à participação maciça no referendo: “Não digo que a Constituição está nas vossas mãos, diria que é o futuro do Egito que está nas vossas mãos”, referiu o chefe das Forças Armadas.

Num país sob medidas de segurança draconianas, 52 milhões de egípcios são chamados esta semana a referendar um texto fundamental que foi limpo da linguagem islamita mais controversa que fazia parte da Constituição em vigor há pouco mais de um ano e que reforça os poderes das instituições que mais se opuseram a Morsi: as Forças Armadas, a polícia e a Justiça.