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Palestina "feliz" com a morte de Sharon

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Palestina "feliz" com a morte de Sharon

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Visto da Palestina, Ariel Sharon é um “criminoso de guerra”, um “assassino” e a sua morte só não foi celebrada com champanhe por óbvios motivos religiosos.

Depois da euforia da notícia, a calma regressou às ruas, tanto em Gaza como na Cisjordânia.

Mas entre os palestinianos, ninguém esquece as ações de um dos mais proeminentes estrategas militares de Israel:
“Que vá para o Inferno. Só cometeu crimes contra a humanidade”, acusou um habitante de Jenin, enquanto outro expressa contentamento com a morte de um homem que “destruiu” casas e obrigou o povo a fugir. Dizem que estão “felizes” com o desaparecimento de alguém que “cometeu muitos crimes, como os massacres nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, nos anos 80, e o ataque à mesquita Al-Aqsa, em 2000”.

Depois das fotografias queimadas e dos doces distribuídos em Gaza para comemorar a morte de Sharon, Israel reforçou as medidas de segurança e informou o Hamas que hoje “não é um bom dia para testar a paciência de Israel”, um apelo ao movimento que dirige Gaza para não lançar morteiros nesta jornada de cerimónias fúnebres.