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Presidente interino declara "fim do recreio" na República Centro-Africana

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Presidente interino declara "fim do recreio" na República Centro-Africana

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O presidente interino da República Centro-Africana está disposto a pôr fim ao caos, no país.

Enquanto o Conselho Nacional de Transição não escolhe um presidente de transição, é Alexandre-Ferdinand Nguendet, o líder da organização, que assume as rédeas do país: “Acabou-se o recreio. Acabaram-se as pilhagens. Acabou-se o caos. O povo centro-africano tem de reencontrar a honra para que viva a República.”

Ao mesmo tempo que militares e polícias, que tinham desertado após o golpe de Estado de março, regressam aos quartéis, nas ruas de Bangui, soldados franceses e da União Africana intensificaram as patrulhas numa tentativa de neutralizar pilhagens e confiscar armas.

Mas a população continua receosa e culpa mesmo os soldados franceses, como um residente que acusa: “Vocês desarmaram toda a gente. E se a Seleka vier, fazemos o quê? Morremos, é isso?”

De ambos os lados, é a desconfiança que reina. Feridos por meses de conflito de origem religiosa, os centro-africanos não se sentem seguros, no próprio país.

Um residente muçulmano lamenta-se: “Os anti-balaka roubaram e pilharam todas as nossas lojas. Agora não sentimos segurança nenhuma.”

A República Centro-Africana enfrenta problemas de segurança, de transição democrática, mas também de ordem humanitária, devido às centenas de milhar de pessoas que fugiram de suas casas, para evitarem a violência.

Ao todo, calcula-se em 500 mil, o número de deslocados, muitos dos quais a viverem em acampamentos sem condições sanitárias.