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Sharon: o tributo de um país

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Sharon: o tributo de um país

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Terminaram no deserto Negev, na propriedade da família Sharon, as cerimónias fúnebres do antigo Primeiro-ministro israelita.

Esta segunda-feira, prestou-se a última homenagem a Ariel Sharon. As cerimónias começaram cedo e passaram por Latrun, o memorial ao soldado morto em combate.

Já na propriedade da família, o local onde Ariel Sharon foi enterrado, ao lado da mulher, ouviram-se palavras de elogio, entre elas as de Benny Gantz, alta patente militar israelita:

“Também eu vim hoje saudar-te, enquanto chefe de Estado, enquanto grande combatente, enquanto comandante Tsaal. Vim aqui para dizer que o exército, que protege as pessoas que te eram tão queridas, continuará a existir à tua imagem e durante muitos anos.”

Cerca de seis centenas de israelitas quiseram juntar-se a este tributo onde um dos filhos de Sharon, Gilad, falou dos feitos do pai:

“Disseram que não era possível vencer o terrorismo palestiniano da última década mas tu decidiste erguer barreiras de segurança e restabeleceste a ordem que se mantém até aos nossos dias. Dia após dia, transformaste o impossível em realidade. É assim que se criam as lendas e que se estabelece a unidade de um povo”.

O antigo líder da direita nacionalista faleceu este sábado, aos oitenta e cinco anos, depois de oito anos em coma, consequência de um derrame cerebral.

Figura controversa, que inspirou tanto admiração como repúdio, conseguiu reunir representantes de peso da comunidade internacionais.