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Sharon: "Rei de Israel" e "Carniceiro de Beirute"

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Sharon: "Rei de Israel" e "Carniceiro de Beirute"

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Que imagem ficará de Ariel Sharon? “Arik, Rei de Israel” ou “O Carniceiro de Beirute”, alcunhas que ilustram bem as emoções antagónicas que o político guerreiro despertou ao longo da vida?

Sharon morreu no sábado, 11 de janeiro, depois de oito anos em coma na sequência de um AVC que o deixou em estado vegetativo quando estava no auge da carreira política.

Milhares de israelitas passaram este fim de semana junto à Knesset, o Parlamento israelita, onde foram colocados os restos mortais de Sharon antes do funeral de Estado desta segunda-feira. Entre os transeuntes, um jovem afirma que “quis estar presente” porque Sharon “fez muitas coisas pelo país e pela paz na região”.

Entre a desastrosa invasão do Líbano, em 1982 – que lhe valeu uma das alcunhas – e a histórica retirada da Faixa de Gaza, em 2005, a vida de Sharon confunde-se com a história de Israel.

Os fiéis comparam-no a David, Rei de Israel. Os detratores não hesitam em apelidá-lo de “criminoso de guerra”, nomeadamente pela “responsabilidade indireta” no massacre de centenas de palestinianos em campos de refugiados durante a invasão do Líbano, em 1982.

Para muitos, Sharon será para sempre o “Bulldozer”, um “falcão” da política israelita: Tenaz e truculento na defesa dos interesses de Israel.

Baixa à terra esta segunda-feira, ao lado da mulher, na sua quinta no Negev, tinha 85 anos.