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Desunidos mas fraternos: curdos querem representação na Conferência de Genebra

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Desunidos mas fraternos: curdos querem representação na Conferência de Genebra

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A uma semana de uma conferência crucial sobre o futuro da Síria, hipotecada pela incerta participação da oposição, a questão curda vem baralhar mais as cartas. Os dois milhões de curdos sírios estão concentrados no norte do país. Muitos fugiram dos combates e regugiaram-se no Iraque e na Turquia.

Milhares deles, junto à fronteira, manifestam solidariedade com os curdos da Síria. Neste caso (das imagens), a manifestação foi organizada pelo Partido pela Paz e Democracia. O jovem líder, Selattin Demírtas, confirmou à euronews, o desejo dos curdos da Síria de participarem na conferência de Genebra.

“Os diferentes grupos querem participar nas reuniões com uma delegação separada composta por representantes de todos os grupos curdos. Se não for possível, pretendem que a oposição síria reconheça e garanta a proteção dos direitos dos curdos e assim poderem participar na conferência com a oposição síria.
Se a oposição síria não assegurar a proteção dos direitos curdos, ou se os curdos não estiverem representados numa delegação autónoma, não há qualquer sentido em participar na conferência de Genebra”.

Mas os curdos sírios, divididos e geograficamente separados em três regiões, não se entendem entre si.
Desde o início do conflito na Síria que não cessam de derivar, agindo consoante os próprios interesses, uns com o regime de Assad, outros com os rebeldes. É difícil, nestas condições, falar a uma só voz. O único inimigo comum é a força islâmica radical, e as suas veleidades separatistas.

“A região curda da Síria está completamente rodeada e sitiada pelos militares radicais da Al Qaida e da Al Nusra. A parte turca também está bloqueada desde que a Turquia fechou os postos fronteiriços a pessoas e bens. Assim, a região curda está isolada e a ajuda à região curda da Síria está bloqueada. Nós estamos a ajudar pelos róprios meios contra todas as dificuldades, mas a ajuda internacional não chega até aqui. A Al-Qaida e outros grupos evitam que chegue porque também lutam contra os curdos”.

O que o líder partidário não disse foi que rejeita a ajuda de Istambul por causa das ambições territoriais junto à fronteira.