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França: As mulheres do presidente

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França: As mulheres do presidente

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Espera-se que venha falar de competitividade e de emprego, mas, na primeira conferência de imprensa do ano – que a euronews acompanhará, em direto, esta tarde -, François Hollande arrisca-se a ter, sobretudo, de justificar o alegado romance com uma atriz francesa, divulgado pela revista “Closer”.

François Hollande deverá deslocar-se, em breve, aos Estados Unidos, numa viagem oficial. A questão que se coloca agora é saber quem o acompanhará: A amante? A concubina oficial? Ou nenhuma das duas?

Até aqui, apesar de o presidente do “casamento para todos” nunca se ter casado, a atual companheira – Valérie Trierweiler – tem-no acompanhado em viagens e deslocações oficias.

Entretanto, Valérie Trierweiler continua hospitalizada. Foi admitida no Val de Grace, em Paris, após a revelação da alegada ligação amorosa do presidente francês com Julie Gayet.

Da mesma forma que a jornalista Valérie Trierweiler era uma amiga, de longa data do atual presidente, antes de se tornar a sua companheira, também a atriz Julie Gayet não é um conhecimento recente.

Já em 2007, a atriz tinha sido uma das apoiantes da candidatura, à presidência francesa, de Segolène Royal, a ex-companheira François Hollande e mãe dos seus quatro filhos.

O alegado romance entre o presidente e a atriz coloca ainda outras questões, como a da segurança do chefe de Estado. O casalinho encontrar-se-ia num apartamento da rue du Cirque, em Paris. Hollande viria de scooter, acompanhado apenas por um guarda-costas.

Num país onde as amantes dos presidentes sempre foram consideradas assuntos do foro íntimo, os franceses começam agora a questionar-se sobre o estatuto da chamada “primeira-dama” – e sobretudo, sobre quem paga o quê.

Além disso, diz o Giovanni Maggi, o correspondente da euronews, em Paris, “o escândalo da presumível relação com a atriz Julie Gayet surgiu no momento em que o nível de popularidade de François Hollande começava lentamente a subir, do mínimo histórico ao qual tinha chegado. Para o presidente francês este é, sem dúvida, o momento mais difícil dos primeiros 20 meses do seu mandato.”