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Hollande tenta "fintar" amante mas mediatismo é forte

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Hollande tenta "fintar" amante mas mediatismo é forte

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Falámos com o correspondente da euronews em Paris, Giovanni Magi, que assistiu à aguardada conferência de imprensa e, desta vez, não tanto por causa das políticas a aplicar em França, mas pela alegada “facadinha” na relação amorosa que mantém com a jornalista Valérie Trierweiler. A revista francesa de temas sociais “Closer” publicou na semana passada a história de que o presidente francês, de 59 anos, estava a ter uma aventura com a atriz Julie Gayet, 18 anos mais nova. Hollande viu-se obrigado a falar do tema esta terça-feira, mas apenas para recusar expô-lo já em público.

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Giovanni, acha que as recentes revelações sobre a vida privada do presidente francês se destacaram nesta conferência de imprensa?

Giovanni Magi, correspondente em Paris
Julgo que não porque o presidente nem sequer referiu o tema no discurso de introdução. Foi o presidente da associação de imprensa presidencial, na sua primeira questão, que fez referência ao assunto. O presidente da República respondeu de forma muito breve, defendendo que era uma questão da esfera privada e, como tal, devia ser tratada em privado.

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François Hollande pareceu gostar de poder fintar o tema. Como foi a reação dos jornalistas? Ficaram dececionados, frustrados?

Giovanni Magi, correspondente em Paris
Perguntei (pelo caso), antes da conferência, a vários colegas nossos: americanos, italianos, espanhóis… Jornalistas que vinham de países onde estão habituados a falar da vida privada dos políticos. Todos estavam de acordo de que talvez a França esteja a mudar. Talvez esteja a caminho de uma presidência normal, tal como Hollande dizia na campanha eleitoral. Mas, com este caso, talvez a presidência francesa esteja a tornar-se normal, mas, sim, à imagem da de outros países, onde a vida privada dos políticos está todos os dias sob os holofotes.

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Foi a terceira conferência de imprensa de Hollande desde o início do mandato em 2012. Entre os vários anúncios, referiu novos projetos económicos. Para lá da polémica da vida privada, que mais podemos destacar das declarações do presidente?

Giovanni Magi, correspondente em Paris
O mais importante foi o fim das quotizações familiares até 2017 para as empresas e trabalhadores independentes – o que significa uma redução de 30 mil milhões de euros nos impostos. Outro anúncio importante foi a redução da despesa pública. Em 2014, o estado francês vai gastar menos 15 mil milhões de euros e entre 2015 e 2017 deverá chegar aos 50 mil milhões de euros.