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Alterações climáticas cancelam Mundial de esqui na Alemanha

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Alterações climáticas cancelam Mundial de esqui na Alemanha

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A região de Garmisch-Partenkirchen, nos Alpes alemães, é conhecida pelas estâncias de esqui. É um dos destinos preferidos dos amantes dos desportos de neve. Mas este inverno… não há neve.

Com temperaturas a baixar a negativo apenas à noite e os dias a assemelharem-se a uma primavera precoce, o fenómeno em Garmisch-Partenkirchen obrigou já ao cancelamento do Slalom Super Gigante a contar para o Mundial feminino de esqui alpino, que para ali estava marcado a 25 e 26 de janeiro.

Mas o pior ainda está por vir, antevê Juergen Schmude, professor de geografia económica na universidade de Munique: “Depois de 2050, na Alemanha não vão haver muitas zonas para esquiar. A ideia geral é de que um novo investimento faz sentido, mas isso apenas nos garante os próximos 15 a 20 anos. Depois disso, as estâncias de esqui vão ter de começar a pensar no que fazer quando se acabar o turismo de neve.”

As provas previstas para Garmisch-Partenkirchen foram, entretanto, transferidas para Cortina d’Ampezzo, em Itália, mantendo as datas.

Mas não há como evitar as alterações climáticas do planeta.
Na Alemanha, este ano, a primavera parece ter chegado mais cedo do que o previsto e, somando ao estado de saúde do herói nacional Michael Schumacher (o ex-piloto de Fórmula 1 está em coma depois de um acidente de esqui nos Alpes franceses), as imagens das pistas de esqui são desoladoras à vista dos praticantes alemães de desportos de inverno.