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Egito: "sim" deve ganhar no referendo constitucional

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Egito: "sim" deve ganhar no referendo constitucional

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Não há dúvidas de que o “sim” vai triunfar no referendo constitucional no Egito, mas a participação é determinante para o chefe do exército, que destituiu o presidente islamista Mohamed Morsi, e já manifestou vontade de se candidatar às presidenciais.

O referendo funciona como um plebiscito para o general Abdel Fattah al-Sissi, até porque os apoiantes de Morsi apelaram ao boicote do referendo.

Três dias antes do escrutínio, Al-Sissi, que é também vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa apelou aos 53 milhões de eleitores para votarem sim.

Nas filas de espera, muitos eleitores disseram que iam votar a favor do general Sissi e contra a Irmandade Muçulmana, declarada recentemente uma “organização terrorista”.

“O general promove a igualdade entre mulheres e homens e há leis que protegem os reformados e os idosos”, afirmou uma mulher.

O nosso enviado ao Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, relatou “a divisão entre aqueles que apoiam a Constituição como primeira etapa para a melhoria e aqueles que a rejeitam como uma consagração da hegemonia do exército sobre a vida política. E depois, entre os dois, encontramos uma terceira parte que recusa participar, para exprimir a sua insatisfação em relação à situação em que se encontra o país”.

Segundo algumas fontes, polícias e militares incitaram os egípcios a votarem “sim”.