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França: Hollande mete o socialismo na gaveta

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França: Hollande mete o socialismo na gaveta

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O fim das quotizações familiares das empresas, a redução dos custos do trabalho, simplificação da burocracia e do sistema fiscal, cortes profundos na despesa pública, tudo até 2017: François Hollande não só meteu o socialismo na gaveta, como declarou ser “social-democrata”, mas os chefes de redação queriam era saber das alegadas infidelidades do presidente francês.

“Os assuntos privados tratam-se em privado”, respondeu o presidente à primeira pergunta que lhe foi colocada por um dos cerca de 600 jornalistas presentes no Eliseu para a tradicional conferência de imprensa do ano novo. François promete esclarecimentos sobre a situação conjugal “dolorosa” que atravessa antes da visita aos Estados Unidos, já em fevereiro.

De regresso à economia, Hollande recordou que “em 2014, o que está em jogo não é simplesmente que a França recupere o crescimento (…) mas que o crescimento seja o mais vigoroso possível” e isso só irá acontecer “com a mobilização de todos e nomeadamente das empresas”.

Já este ano, o presidente francês promete poupar às empresas 15 mil milhões de euros para participar na redução dos custos do trabalho. Até 2017, são 50 mil milhões de euros que vão ser cortados na despesa pública. Em troca, Hollande exige a criação de empregos.