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Milícias civis mexicanas desafiam forças federais

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Milícias civis mexicanas desafiam forças federais

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No México, as milícias civis recusam entregar as armas. O governo federal lançou uma vasta operação militar para recuperar o controlo de várias localidades do Estado de Michoacán, atualmente nas mãos de grupos de autodefesa.

Mas os mexicanos – que há cerca de um ano, cansados dos cartéis da droga e de autoridades que acusam de não fazer nada, decidiram pegar em armas para se defenderem – recusam.

“Como é que podemos entregar as armas se o governo não faz o que deve fazer? Se entregarmos as armas, os traficantes vão matar-nos. É o que vai acontecer. As autoridades não fazem o que devem. Estão vendidas”, acusa Lorenzo Juarez, membro das brigadas de autodefesa.

A operação federal, que começou na segunda-feira, mobilizou mais de 2000 soldados para a zona de Tierra Caliente, sede do cartel de droga dos Cavaleiros Templários.

Há mesmo registo de vários mortos, após confrontos entre as forças governamentais e as milícias civis.

Segundo o autarca de Nueva Itália, Casimiro Quezada, a população só quis defender-se: “O povo há muito que tem medo e durante a noite saiu para as ruas e enfrentou, talvez não da melhor forma, as forças que queriam desarmas os grupos de autodefesa. Vou repetir: as pessoas sentem-se seguras com as forças de autodefesa.”

Desarmar as milícias civis é, pois, um verdadeiro desafio para as autoridades, quando se sabe que, segundo as sondagens, 45% dos habitantes de Michoacán é favorável aos grupos de autodefesa contra o narcotráfico e só 43% desaprovam verdadeiramente esta solução.