Última hora

Última hora

Samaras pede mais respeito pelos gregos e solidariedade europeia

Em leitura:

Samaras pede mais respeito pelos gregos e solidariedade europeia

Tamanho do texto Aa Aa

Mais respeito pelos sacrifícios dos gregos e mais solidariedade europeia foram pedidos pelo primeiro-ministro grego, na sessão plenária do Parlamento Europeu, esta quarta-feira.

A propósito da apresentação das prioridades para a presidência semestral da União Europeia (UE), Antonis Samaras disse que “muitas coisas foram ditas nesta câmara – positivas e negativas – sobre este período. Mas devemos realçar algo neste momento: a Grécia manteve os seus compromissos e honrou a sua assinatura. Por outras palavras: cumprimos o prometido!”.

Políticas para criar emprego e a conclusão da união bancária são algumas das prioridades enunciadas por governo grego.

O eurodeputado alemão de centro-direita Elmar Brok afirma “confiar na Grécia. Tive uma reunião com o primeiro-ministro Samaras e o vice-primeiro-ministro Venizelos e fiquei com a impressão de que têm prioridades claras. Penso que deve ser dada à Grécia a mesma oportunidade que se deu às anteriores presidências”.

A também eurodeputada alemã, mas de centro-esquerda, Gabi Zimmer, critica a leitura do líder de Atenas de que a austeridade vai resultar.

“Diz que as suas políticas foram ótimas e que tiveram um grande sucesso porque, no ano passado, conseguiram um excedente orçamental primário, mas não falam da situação social, dos trabalhadores precários, dos pobres”, afirmou Gabi Zimmer.

A capacidade da Grécia para conduzir os destinos da UE é contestada pelo eurodeputado britânico eurocético, Nigel Farage, que afima que “um país num estado desesperado como aquele em que a Grécia se encontra, em grande parte devido à decisão idiota de entrar na zona euro, estar agora a assumir a presidência da União Europeia é algo que francamente me deixa à beira do riso”.

Já Antonis Samaras prometeu aos eurodeputados continuar a trabalhar para uma maior integração europeia, considerando que a crise é a prova de que é preciso mais e melhor Europa.