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Egipto: Constituição aprovada com 90 por cento dos votos

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Egipto: Constituição aprovada com 90 por cento dos votos

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O general Abdel Fatah Al-Sissi, comandante da junta militar que governa o Egito, deve candidatar-se às presidenciais, depois da nova Constituição ter sido aprovada por mais de 90% dos votantes, num referendo.

A junta tomou o poder depois de derrubar o presisdente Morsi, no ano passado, altura em que a política do país balançava para o islamismo.

“Se Deus quiser, o presidente Adli Mansour vai decidir se organiza primeiro as legislativas ou as presidenciais. Espero que as legislativas venham primeiro. Depois, quando houver estabilidade, independentemente de quem estiver a governar o país, os egípcios vão eleger um novo presidente. Espero que assim o país possa avançar e os protestos acabem”, diz um habitante do Cairo. Para outro egípcio, nos próximos tempos, as coisas devem ser clarificadas: “O exército tem estado muito focado no Sinai e no Hamas, mas agora deve prestar mais atenção aos assuntos internos do Egito. Estamos fartos da violência nas ruas e, como povo, estamos dispostos a fazer sacrifícios”.

Sissi provou ser o homem-forte do Egito ao encabeçar o golpe que deitou abaixo Morsi e a Irmandade Muçulmana, eleitos depois da revolução de 2011, que pôs fim a décadas de domínio de Hosni Mubarak.

O último ano foi um dos períodos mais sangrentos da história do Egito. Mais de 1500 apoiantes da Irmandade Muçulmana morreram, vítimas da violência.

Com Sissi, há quem tema que o poder militar se vá perpetuar no país, mesmo se o general promete respeitar as regras democráticas.