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México: Vigilantes querem os narcotraficantes "mortos" ou "presos"

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México: Vigilantes querem os narcotraficantes "mortos" ou "presos"

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A Tierra Caliente está a ferro e fogo com a ofensiva de milícias populares contra os cartéis da droga que atuam nesta região, a oeste da Cidade do México.

Os vigilantes afirmam que o melhor seria “matar” os barões da droga e prometem não desarmar, pelo menos até que todos sejam presos.

O governo enviou cerca de 2000 soldados para o Estado de Michoacán com o objetivo de lutar contra o cartel Cavaleiros Templários, pediu aos vigilantes para deporem as armas e Alfredo Castillo, uma figura próxima do presidente, foi nomeado comissário para a segurança e o desenvolvimento da região.

Foi no Michoacán que o ex-presidente Felipe Calderón lançou, em 2006, a sua ofensiva militar contra os cartéis, mas a impotência do governo conduziu à formação de milícias populares no início do ano passado.

Os vigilantes prometem continuar a lutar, especialmente depois da morte de um dos seus, alegadamente às mãos “dos soldados”, militares que os populares acusam de estarem a soldo de “el Chayo”, um dos senhores da droga.

Nos últimos 7 anos, mais de 80 mil pessoas morreram, no México, em crimes relacionados com o narcotráfico.

Os agricultores, que trocaram a enxada pelas armas, prometem limpar as lágrimas por aqueles que morrem com o sangue dos traficantes.