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PE aprova resolução contra venda da cidadania europeia

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PE aprova resolução contra venda da cidadania europeia

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A decisão de Malta de vender o passaporte a grandes investidores, já a partir de fevereiro, levou o Parlamento Europeu a votar, por larga maioria, contra esta prática.

Mais de 500 eurodeputados alegam que a cidadania europeia não tem preço, mas a enviada da euronews, Margherita Sforza, recorda que “por 650 mil euros, um cidadão não europeu pode obter a nacionalidade maltesa. Para o governo é apenas mais uma forma de atrair investimento, mas a questão abriu um intenso debate no Parlamento Europeu”.

O eurodeputado holandês liberal, Jan Mulder, duvida da compatibilidade com as regras da cidadania europeia e levanta o problema da segurança no espaço Schengen já que, afirma, “a pessoa que se torna cidadã de Malta passa a poder viajar por toda a Europa. Logo, a decisão de Malta tem influência em todos os outros estados-membros”.

Mas Malta não inovou já que a mesma prática existe em Chipre e na Áustria. Há também o regime de concessão de autorizações de residência contra investimentos, aplicado por Portugal e Grécia, entre outros.

Esta é uma forma de combater os efeitos da crise, mas o eurodeputado independente português, Rui Tavares, fala também de hipocrisia na política de imigração e asilo.

“Já está a haver uma competição entre os Estados-Membros que vai fazer com que admitamos todo o género de vistos, ou de direitos à nacionalidade, desde que venha com dinheiro. Ou seja, os estrangeiros a quem recusamos a entrada na Europa, se forem pobres, poderiam entrar se tivessem dinheiro”, diz Tavares.

Tal como outros países em crise no sul da Europa, Malta é um dos mais afetados pela onda de requerentes de asilo, pedindo ajuda europeia nesta matéria, que em breve será revista pela UE.

Mas, para já, pretende arrecadar 30 milhões de euros com estrangeiros endinheirados.