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Restrição do aborto em Espanha aquece ânimos dos eurodeputados

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Restrição do aborto em Espanha aquece ânimos dos eurodeputados

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Os ânimos aqueceram no Parlamento Europeu, esta quinta-feira, com a maioria dos eurodeputados a criticarem a iniciativa do governo conservador de Mariano Rajoy para restringir o aborto em Espanha.

Num debate sobre saúde sexual e reprodutiva, a eurodeputada socialista espanhola, Iratxe García Pérez, disse que “o governo esquece-se das crianças que vivem hoje em Espanha abaixo da linha da pobreza, porque as mulheres foram forçadas a terem filhos com deficiências, enquanto continua a retirar os apoios às famílias mais desprotegidas!”

O anteprojeto de lei pretende autorizar o aborto apenas em caso de violação até às 12 semanas, e até às 22 se existir um grave risco para a saúde da mãe.

Mas a eurodeputada liberal holandesa, Sophie in’t Veld, afirma que “se consideram que as mulheres são capazes de governarem, por exemplo, a Alemanha e o FMI, então elas seguramente são capazes de decidirem sobre os seus próprios corpos e as suas próprias vidas!”

Espanha tem em vigor, desde 2010, um modelo mais liberal, em linha com a maioria dos países da União Europeia. O governo de Madrid já prometeu melhorar o anteprojeto.

O eurodeputado conservador espanhol, Jaime Mayor Oreja, afirma que “há muitos europeus e muitos espanhóis que recusam resignarem-se à não proteção do ser humano mais fraco que é aquele que ainda está em gestação”.

Apoiada pela Igreja Católica e pelos grupos mais conservadores da sociedade espanhola, a reforma é fortemente contestada pela oposição mas o governo tem a maioria parlamentar.