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Vaticano acerta contas com os seus pecados

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Vaticano acerta contas com os seus pecados

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Na véspera da Igreja Católica ir a Genebra prestar contas ao Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, por causa do escândalo de pedofilia, o Papa Francisco renovou quase por completo a cúpula do Instituto para as Obras Religiosas, o obscuro banco do Vaticano.

A Santa Sé está a voltar a ser reconhecida pelos valores da Ética e da Moral e o porta-voz do Sumo Pontífice não hesita agora em dizer que se os sacerdotes “cometeram crimes (…) devem responder às autoridades” dos países onde os crimes ocorreram, tentando estancar assim as acusações de encobrimento da pedofilia.

A resignação de Bento XVI deu lugar à ação de Francisco, determinado em realizar uma reforma da Igreja de fazer inveja a muitos chefes de Estado e de governo.

A reforma do banco do Vaticano marca o fim da era Tarcisio Bertone. Depois de perdido o cargo de secretário de Estado, o cardeal deixa agora também o governo da instituição financeira.

Quanto à pedofilia, a Igreja de Roma envia a Genebra, monsenhor Scicluna, o eclesiástico que investigou e denunciou internamente o escândalo.