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Israel: Proposta de lei para proibir a palavra "nazi"

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Israel: Proposta de lei para proibir a palavra "nazi"

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O parlamento israelita analisou uma proposta de lei que pretende proibir a utilização da palavra “nazi” e de símbolos do III Reich.

A proposta, redigida pelo deputado ultranacionalista Shimon Ohayon prevê que quem utilizar a palavra e a simbologia referidas incorrerá numa pena de prisão de seis meses e de uma multa de 21.015 euros.

“A liberdade de expressão não é absoluta, é relativa. Permite às pessoas exprimirem-se quando existe um medo real das autoridades ou de uma sociedade que as ameaça. Aqui existe uma liberdade de expressão que ultrapassou todos os limites. Temos de nos proteger dessa liberdade de expressão irresponsável que eventualmente magoa as pessoas”, afirmou o deputado.

Segundo a comunicação social o texto, considerado pela oposição como um atentado à liberdade de expressão, tem poucas hipóteses de ser adotado.

Entre os que se revelam contra a proposta de lei estão os sociais-democratas do partido Meretz.

“Esta é uma lei estúpida. Não precisamos dela. Nós somos o país que sabe melhor que ninguém o que aconteceu ao povo judeu durante o Holocausto. Todos os dias nos lembramos do Holocausto. Nas escolas ensinamos aos alunos e aos estudantes tudo sobre o Holocausto. Não precisamos desta lei que é forma de lhes assinalar algo que não é necessário assinalar”, disse Michal Rozin.

Todos os anos no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, Israel pára ao som de uma sirene. Mas, ao contrário de outros países, Israel não tem uma lei específica para a utilização de símbolos nazis.

“Não há duvida que a utilização indevida do Holocausto, dos símbolos e de vocabulário em discursos públicos é uma matéria muito séria em Israel e no resto do mundo. Mas também não existem dúvidas de que seria preferível as pessoas não utilizarem esses símbolos, sabendo porque não o devem fazer.
Através da educação, do exemplo dos nossos líderes culturais e políticos, as pessoas compreenderiam porque não devem utilizar esses símbolos fora de contexto. Creio que seria preferível isso”, sublinhou Robert Rozett, diretor da biblioteca de Yad Vashem.

Um dos exemplos que ilustram a má utilização de palavras e símbolos foi registado em 2012. Vândalos pintaram frases anti-sionistas no Memorial do Holocausto Yad Vashem.