Última hora

Última hora

Reações mistas à reforma dos sistemas de vigilância americanos

Em leitura:

Reações mistas à reforma dos sistemas de vigilância americanos

Tamanho do texto Aa Aa

A reforma do sistema de vigilância dos Estados Unidos, anunciada por Barack Obama ,provocou reações mistas, com os defensores dos direitos civis a considerarem que fica muito aquém do que seria necessário.

Na sexta-feira, após o anúncio, dezenas de pessoas manifestaram-se em Washington para exigirem o fim da NSA, a Agência Nacional de Segurança, que esteve na base dos escândalos de espionagem das telecomunicações em todo o mundo.

Cindy Cohn, da Electronic Frontier Foundation é muito crítica das medidas apresentadas:

“A NSA ultrapassou os limites no que respeita à privacidade de pessoas inocentes a diversos níveis e, se por um lado é bom que o presidente tenha conseguido resolver esta parte fácil , é preciso não perder de vista o quadro geral e há ainda um enorme caminho a percorrer”.

Para Bruce Riedel, do Instituto Brookings, a promessa de maior transparência do presidente pode pressionar outros países a fazer o mesmo.

O antigo conselheiro de Obama diz que “gostaria de ver outros países a exibir um documento presidencial que estabelece os princípios pelos quais vão operar os serviços secretos, com a promessa de que não vão discriminar, nem recolher dados com o objetivo de promover os interesses corporativos ou roubar segredos industriais”.

Ontem Obama anunciou o fim do controlo de milhões de linhas telefónicas nos Estados Unidos e garantiu que Washington não voltará a vigiar as comunicação dos governos dos países aliados.