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Ucrânia: presidente promulga leis contra manifestações apesar de críticas ocidentais

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Ucrânia: presidente promulga leis contra manifestações apesar de críticas ocidentais

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Apesar das vivas críticas da oposição e dos países ocidentais, o presidente ucraniano promulgou esta sexta-feira um novo conjunto de leis que limita fortemente os protestos antigovernamentais.

Os opositores de Viktor Ianukovitch e várias ONGs denunciaram a instauração de uma “ditadura”.

Em Kiev, uma manifestante queixa-se de que “deixou de ser permitido exprimir as nossas opiniões. Qualquer tipo de divisa pode ser considerado extremista e proibiram o uso de qualquer tipo de proteção. Com a adoção desta lei e a sua entrada em vigor, podemos ser todos postos na cadeia”.

Outra manifestante diz que “o procedimento, o voto no Parlamento, é completamente ilegal. É tudo contra o povo” ucraniano.

A chefe da diplomacia europeia disse estar “profundamente preocupada” com uma legislação que limita as “liberdades fundamentais”. Vários países ocidentais frisaram que as novas leis afastam a Ucrânia ainda mais da União Europeia.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, sublinhou que “o povo ucraniano quer estar associado à Europa, quer seguir nessa direção. Os passos que foram dados são antidemocráticos, são errados e retiram ao povo ucraniano a sua escolha e oportunidade para o futuro”.

A oposição pró-europeia, que alimenta há dois meses um movimento de contestação sem precedentes, promete manter-se mobilizada e apelou a uma nova mega manifestação na capital no domingo.