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Analista fala de clima de "guerra fria" nas eleições na Hungria

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Analista fala de clima de "guerra fria" nas eleições na Hungria

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As eleições legislativas na Hungria vão realizar-se no próximo dia 6 de abril. São as primeiras de acordo com a nova lei eleitoral que entrou em vigor há um ano. O Parlamento passará a ter apenas 199 deputados, quase metade da composição atual.

Os analistas preveem uma vitória do primeiro-ministro Viktor Orbán e do partido Fidesz. A dúvida está em saber se a formação partidária consegue manter a maioria de dois terços, que lhe permite aprovar todas as leis que deseja.

A nova lei prevê uma eleição por maioria simples.

Viktor Orban lidera o Fidesz desde 1989 e foi também primeiro-ministro entre 1998 e 2002.

Outro candidato às eleições é a aliança de esquerda, constituída pelo MSZP (Partido Socialista Hungaro) e por dois novos partidos: Együtt 2014 e o DK (Coligação Democrática).

O MSZP é liderado por Attila Mesterházy. Os outros dois partidos da coligação, Együtt 2014 e DK, têm como líderes os primeiros-ministros que antecederam Viktor Orbán no poder: Gordon Bajnai (2009-2010) e Ferenc Gyurcsány (2004-2009).

Outro partido bastante forte na Hungria é o Jobbik, formação de extrema-direita presidida por Gábor Vona. Entrou pela primeira vez no Parlamento em 2010 com 17% dos votos.

“Se eu não tivesse medo da expressão, diria que estas eleições são como uma guerra fria, onde não há tiros, mas onde a troca de palavras entre os participantes acontece como se eles estivessem dos dois lados de uma barricada”, afirmou o analista Gábor Török.

Viktor Orban tem tido vários conflitos com a União Europeia. A última vez que chamou a atenção da Europa foi, esta semana, quando acordou com o presidente da Rússia um negócio nuclear no valor de dez mil milhões de euros.

A aliança de esquerda, constituída pelo Partido Socialista Húngaro e dois novos partidos, quer normalizar a relação entre a União Europeia e a Hungria.