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PSA aprova entrada do Estado francês e da Dongfeng no capital

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PSA aprova entrada do Estado francês e da Dongfeng no capital

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É perante um novo recuo das vendas mundiais em 2013, que a administração do grupo PSA Peugeot Citroën valida um aumento de capital e a entrada de dois acionistas.

Segundo o jornal Les Echos, o Estado francês e os chineses Dongfeng Motor vão deter cada um 14% do capital. Já a família Peugeot vê cair a sua quota de 25% para cerca de 14%.

A decisão foi tomada após mais um ano difícil. As vendas recuaram no ano passado 4,9% para 2,8 milhões de veículos.

Na Europa, as vendas caíram 7,3% e na Rússia afundaram 22%. Já na China as vendas progrediram 26,1%.

Quanto à entrada do governo francês no capital da PSA, o sindicalista, Jean Pierre Mercier, defende: “A Peugeot está a despedir de forma massiva e o Estado vai ajudar a empresa. É um verdadeiro escândalo. Sabemos que a direção da Peugeot quer enviar a produção para o estrangeiro e o Estado vai acompanhar esta política. É um escândalo”.

O aumento de capital ascende a três mil milhões de euros. Ao tornar-se acionista, o Estado evita que o maior construtor automóvel francês se torne chinês.

A China é, depois da França, o segundo mercado da PSA.

Os pormenores da operação serão revelados a 19 de fevereiro, junto com os resultados anuais.