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Prisioneiros sírios espancados e eletrocutados

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Prisioneiros sírios espancados e eletrocutados

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São páginas e páginas que comprovam os crimes de guerra cometidos pelo regime sírio.

Provas fornecidas por um fotógrafo da polícia militar que desertou e que, de acordo com os procuradores envolvidos na investigação, evidenciam a tortura sistemática a que foram sujeitas cerca de 11 mil pessoas dadas como desaparecidas entre março de 2011 e agosto de 2013.

O relatório encomendado pelo Qatar já chegou às mãos das Nações Unidas.

“Desde a II Guerra Mundial e do julgamento de Nuremberga que não víamos este tipo de documentos relativos ao assassínio de seres humanos. Estas pessoas passaram fome, foram torturadas e executadas. Os responsáveis deviam ter vergonha e deviam ser processados”, afirma o procurador David Crane.

Espancados, estrangulados ou eletrocutados foram poucos os prisioneiros que ficaram para contar, na primeira pessoa, como tudo aconteceu.

“Vi dois oficiais a chegar. Um trazia um aparelho elétrico. Bateram-me e fui torturado com vários choques elétricos”, afirma um sobrevivente.

Outro adianta: “Vi pessoas com unhas arrancadas e quando olhei para elas pensei que tudo aquilo não era humano.”

Crimes que estão, também, documentados em vídeo e que o regime de Bashar Al-Assad continua a negar.