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Ucrânia: Violência em Kiev longe do fim

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Ucrânia: Violência em Kiev longe do fim

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Foi mais um dia de intensos confrontos entre manifestantes e polícia de choque em Kiev, na Ucrânia. Dezenas de pessoas, principalmente jovens, atiraram projéteis contra a polícia, durante todo o dia, ignorando os apelos à dispersão.

O Presidente ucraniano prometeu sentar-se à mesa com a oposição, mas não menciona possíveis concessões o que faz temer que este pretenda apenas ganhar tempo.

Por seu lado, um dos líderes da oposição, Vitaly Klitschko, insiste para que o Chefe de Estado participe, diretamente, nas negociações. Outro dos líderes que está contra a atual governação, Yuriy Lutsenko, ex-ministro do interior, afirmou que a violência é o resultado da falta de respostas de Viktor Yanukovich a manifestações pacíficas.

O confronto entre a polícia e manifestantes, no centro de Kiev, não tende a acalmar. Com o número de feridos a aumentar, os manifestantes começam a temer ir para hospitais onde os polícias podem também estar a ser tratados.

Também os jornalistas estão a sofrer as consequências, com ferimentos devido aos explosivos e às balas de borracha. Muitos acreditam que estão a ser baleados de propósito, porque as câmaras e as credenciais da comunicação social não passam despercebidas.

A questão agora é saber se as negociações, prometidas entre governo e oposição, vão ajudar a parar a escalada da violência e trazer os resultados que os manifestantes esperam há quase dois meses.