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Conferência de Montreux reforça dificuldade em obter acordo de paz para a Síria

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Conferência de Montreux reforça dificuldade em obter acordo de paz para a Síria

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A Conferência internacional de Montreux, na Suíça, não deixou um bom augúrio para o próximo passo nas negociações de paz para a Síria.

Representantes do regime e da oposição no exílio deverão encetar na sexta-feira, em Genebra, o diálogo face a face.

Mas o mediador da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, deixou claro que “não há ilusões de que será fácil”, apesar de todos os esforços.

O primeiro encontro entre ambas as partes, organizado pelos Estados Unidos e pela Rússia sob a égide das Nações Unidas, ficou marcado pela guerra de palavras e serviu sobretudo para frisar as profundas divergências.

O ministro sírio da Informação explicou que a sua delegação “veio a Genebra porque escolheu a via política para resolver a situação. Mas uma coisa é a via política e outra distinta é a luta contra a Al-Qaida, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e outras organizações terroristas na Síria”.

Durante o encontro de Montreux, o chefe da diplomacia síria tinha já feito um discurso incendiário, classificando a oposição de “traidores a soldo do inimigo”.

Michel Kilo, membro da coligação da oposição síria, diz que a delegação do regime “veio para girar à volta dos assuntos e acusar todos de apoiarem o terrorismo”.

A correspondente da euronews, Kawtar Wakil, diz que “há um profundo fosso que divide os dois lados do conflito na Síria. Tanto o regime como a oposição, consideram-se em posição de força e recusam fazer concessões. De acordo com os especialistas, isso significa que Genebra não deverá representar, pelo menos a curto prazo, a base de uma solução pacífica”.