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Genebra II: Governo de transição no centro da cimeira de paz para a Síria

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Genebra II: Governo de transição no centro da cimeira de paz para a Síria

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Arrancou na Suíça a conferência de paz para o conflito na Síria, onde a composição de um governo de transição está a centrar o debate.

Com ou sem Bashar al-Assad é a questão enquanto milhões sofrem no país, devastado por um conflito que já fez pelo menos 100 mil mortos em três anos.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros sublinhou a tragédia. “A nossa tarefa aqui é conseguir o fim de um trágico conflito, fonte de inúmeros sofrimentos para o povo sírio. Uma guerra destrói esta terra ancestral. Não podemos deixar esta vaga de violência abater-se sobre os nossos países vizinhos”, declarou Sergei Lavrov.

O chefe da diplomacia norte-americana insistiu que um líder que matou o próprio povo não pode fazer parte de uma solução consensual.

“Nós vemos apenas uma opção, uma transição negociada e por mutuo acordo. Isso significa que Bashar al-Assad não vai fazer parte do governo transitório”, voltou a insistir John Kerry.

O representante da oposição síria, Ahmed Jabra, presidente da Coligação Nacional Síria deu enfase à saída de Assad. “Peço-vos para transferirem os poderes de Assad para um governo interino que erga a primeira pedra de uma nova Síria”, afirmou.

O ministro sírio dos Negócios Estrangeiros acusou a oposição de ser… traidora. “Todos os que querem falar em nome do povo Sírio não podem ser traidores nem colaborar com o inimigo”, disse Walid al-Moallem.

Enquanto na distante Suíça os líderes políticos tentam encontrar uma solução, que muitos acreditam estar longe, a guerra continua a fazer vítimas.