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O regresso de Schiaparelli e o erotismo de Vauthier

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O regresso de Schiaparelli e o erotismo de Vauthier

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O renascimento da marca Elsa Schiaparelli era um dos desfiles mais aguardados na semana de alta-costura de Paris, que encerra quinta-feira. A última vez que tinha desvendado uma nova coleção havia sido na primeira metade dos anos 50 do século XX.

Elsa Schiaparalli foi a principal referência da moda no período entre as duas guerras mundiais. A sua casa fechou em 1954, mas reabre agora pelas mãos do aclamado designer Marco Zanini, cujo desejo é traduzir o espírito Schiapareli numa nova coleção relevante para a mulher dos dias de hoje.

Zanini foi nomeado para o lugar de diretor criativo pelo magnata Diego Della Valle, o conhecido italiano proprietário do clube de futebol Fiorentina e, entre outras coisas, também dono desde 2006 da marca Schiaparelli.

Na Academia de Belas Artes de Paris, entretanto, as pessoas formaram filas para ver a nova coleção do francês Alexandre Vauthier, que se inspirou nas praias californianas, mas com um curioso toque de Paris.

“Creio que a coleção está diretamente ligada à cultura do surf, que encontramos por toda a costa da ‘Super Califórnia’. Mas é também uma coleção super étnica, super descontraída. E tudo isto rematado com o espírito e o fascínio parisienses”, explicou Alexandre Vauthier.

Foi mais um desfile repleto de sensualidade, uma das imagens de marca do designer francês, responsável por algumas das coleções mais eróticas do mundo da alta-costura. Vauthier tem um talento particular para desenhar vestidos com tecido suficiente para se chamarem vestidos, mas que deixam muito pouco espaço à imaginação.

Como sempre Karl Lagerfeld apresentou a nova coleção da Chanel no Gran Palais de Paris. Cores claras, tops curtos, sapatilhas desportivas e roupa confortável para noites de classe marcaram algumas das propostas desta nova coleção Primavera-Verão.

Dando-lhe o título de “Cambon club”, numa referência à rua onde a Coco Chanel abriu a primeira loja, Lagerfeld inspirou-se para este desfile numa das meninas bonitas do momento, a britânica Cara Delevingne, de 21 anos. Foi ela a eleita para desfilar a mais recente proposta de Karl Lagerfeld para vestidos de casamento.

O desfile da Dior, por fim, é sempre também um dos eventos a criar maior expetativa na semana da alta-costura de Paris. Da responsabilidade do belga Raf Simons, a nova coleção da Dior foi exibida num espaço preparado especialmente para o efeito nos jardins do museu Rodin – um ambiente que realçou as propostas idealizadas por Simons.

Referências à arquitetura francesa de meados do século XX misturaram-se com linhas modernas, brancas e rígidas. O belga procurou nesta coleção Dior realçar a sensualidade e intimidade do distinto género feminino.