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Combate às alterações climáticas na UE não exclui gás de xisto

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Combate às alterações climáticas na UE não exclui gás de xisto

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Uma dezena de organizações não governamentais protestaram em frente à Comissão Europeia (CE), em Bruxelas, contra o que consideram falta de ambição no combate às alterações climáticas.

As metas existentes até 2020 foram revistas para uma década mais tarde, sempre em valores comparativos com os de 1990.

Segundo a proposta, a redução de emissões de gases poluentes deve passar dos 20% de 2020 para os 40% em 2030. Já a parcela de energias renováveis deve aumentar de 20% para 27%, no mesmo período.

Mas a UE ainda importa 500 mil milhões de euros, por ano, em petróleo, gás e carvão e os ambientalistas consideram que a CE devia impor objetivos mais altos.

“Este é um retrocesso em 15 anos de investimentos da UE em energia limpa, que criou postos de trabalho e que tornou a nossa economia menos dependente dos combustíveis fósseis”, disse Joris Den Blanken, da Greenpeace.

Bruxelas também abriu a porta para exploração de gás de xisto, que tem altos riscos ambientais, fazendo apenas algumas recomendações de segurança.

A comissária europeia para as Alterações Climáticas, Connie Hedegaard, alega que “não nos podemos dar ao luxo de recusar qualquer tecnologia potencialmente interessante. O importante é que, se o fizermos, seja onde for, tem de ser de forma ambientalmente segura”.

A proposta será discutida pelos líderes da UE, na cimeira de março. Em meados de 2014, serão anunciadas diretrizes para o chamado terceiro pilar, fundamental na opinião do investigador Christian Egenhofer.

“A melhor maneira de abordar a questão da competitividade é a ter mais eficiência a nível do uso da energia mas também de poupança doutros recursos e este pacote é um primeiro passo nesse sentido”, explica Egenhofer, que trabalha no Centro de Estudos de Política Europeia.

A posição final será um sinal importante para a reunião das Nações Unidas, em 2015, onde se tentará obter um novo acordo global de luta contra o aumento de catástrofes ambientais.