Última hora

Última hora

Confrontos na Ucrânia descem de tom

Em leitura:

Confrontos na Ucrânia descem de tom

Tamanho do texto Aa Aa

A intensidade dos confrontos em Kiev acalmou-se, talvez por causa do início das conversações entre o Presidente e a oposição. No entanto, há cada vez mais ucranianos a vir para a capital engrossar as fileiras dos manifestantes.

A Ucrânia vive dias muito agitados, mesmo se os confrontos agora parecem ter acalmado, depois de um dia sangrento em que dois manifestantes foram mortos. O presidente Viktor Yanukovich convocou uma sessão parlamentar de crise para tentar por fim à situação.

“O poder faz todos os possíveis por destruir a liberdade neste país. Querem tornar-nos escravos e viemos proteger-nos”, diz um manifestante.

Vários ucranianos a viver noutros países regressaram ao país para poderem participar nos protestos. É o caso de um homem a viver em Itália: “Deixei tudo. Deixei o meu trabalho para vir aqui ajudar a salvar e defender o meu país”.

O presidente do Comité das Regiões da União Europeia, Ramon Luis Valcárcel, está na Ucrânia e encontrou-se com a filha da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, que continua presa. O político espanhol não esconde o seu apoio à oposição: “Esta é a resistência de um povo contra um governo autoritário, liderado por uma máfia. É a triste verdade. Este povo quer fazer parte da Europa e está disposto a morrer por isso”. Reportagem do chefe da delegação da euronews em Kiev, Sergio Cantone.