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Espanha termina programa de ajuda com desemprego nos 26%

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Espanha termina programa de ajuda com desemprego nos 26%

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Espanha terminou 2013 com 5,896 milhões de pessoas sem trabalho. Face ao ano precedente, o número recuou 69 mil. Trata-se da primeira queda em seis anos, face aos dados do gabinete espanhol de estatística. Mas o país tem a segunda taxa de desemprego mais alta da União Europeia.

Uma desempregada recorda que “em dezembro, 40% dos contratos foram temporários, entre eles, está o irmão, desempregado há três anos. Ela está sem trabalho há menos tempo e garante que “as pessoas nas ruas não vêem nenhumas melhorias”.

No quarto trimestre, a taxa de desemprego atingiu os 26,03%. Uma subida ligeira face a 2012, devido à queda na população ativa. Espanha tem menos de 17 milhões de pessoas a trabalhar.

Já o desemprego juvenil supera os 55%.

Javier Urones, corretor no X-Trade Brokers, acredita que o país entrou numa fase de estabilização do desemprego. E adianta: “é um facto que temos quase seis milhões de pessoas sem trabalho, mas há sinais de melhoria. Pensamos que 2014 será um bom ano para a criação de emprego”.

Segundo o Banco de Espanha, a economia acelerou no final de 2013, com um crescimento de 0,3%. Mas no conjunto do ano, o PIB contraiu 1,2 por cento.

A publicação dos números ocorreu no dia em que Madrid concluiu o programa de assistência financeira, concedido pelos parceiros europeus para ajudar o sistema bancário.

Madrid usou 41,3 mil milhões de euros para reestruturar o setor financeiro e nacionalizou alguns bancos em dificuldades após a explosão da bolha imobiliária. Bruxelas fala de um sucesso mas recorda que há ainda muitos desafios que pesam sobre o setor e sobre o país.