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Kiev viveu a "noite em chamas"

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Kiev viveu a "noite em chamas"

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O movimento de oposição na Ucrânia mantém vivo os protestos apesar da ameaça de uma intervenção violenta das forças antimotim.

Um prédio de 6 andares foi incendiado com pelo menos duas pessoas dentro.

Após os trágicos acontecimentos de quarta-feira, que terminaram na morte de pelo menos dois manifestantes, abatidos por bala, mais ucranianos juntaram-se aos protestos.

O posto de primeiros socorros, situado na mesma rua, Hrushevskoho, prestou nas últimas horas assistência médica a 60 pessoas. O mais comum são lesões de granadas e balas de plástico.

“Eu sou um jornalista e estava a filmar quando uma granada explodiu ao lado da minha perna direita. A polícia de choque estava a atirar grandas de fumo sobre a multidão de pessoas.”

O presidente Ianukovic aceitou receber de novo a oposição num encontro que deverá decorrer hoje com a presença do primeiro-ministro, Nikolai Azarov.

“Estamos à espera da carga policial. Se estas barricadas economizarem ainda uma vida, valem a pena.”

A correspondente da euronews reporta: “Os confrontos no centro de Kiev não pararam a noite inteira. Enquanto os manifestantes esperam que a concentração seja dispersada pela polícia de choque, a oposição ucraniana acredita poder resolver o problema de forma pacífica e vai continuar as negociações com as autoridades, exigindo no mínimo – revogação de leis anti-protesto e a renúncia do gabinete, e no máximo – eleições antecipadas”.