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Obesidade: Comprimido que incha no estômago e faz perder peso chega à Europa

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Obesidade: Comprimido que incha no estômago e faz perder peso chega à Europa

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A obesidade é um dos maiores desafios da saúde pública do século. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de casos triplicou em muitos países europeus desde os anos 80 e a tendência é para aumentar até níves alarmantes.
As soluções para as situações extremas multiplicam-se. Umas com mais ou menos sucesso.

Dos Estados Unidos, de San Diego, chega agora à Europa mais uma: um balão gástrico chamado de Obalon.
Os pacientes engolem uma cápsula do tamanho de um grande comprimido e que contem um balão. A cápsula está ligada a um micro cateter e quando chega ao estômago, o balão é cheio, ficando com o tamanho de uma maçã. Fica no cimo do estômago, aumentando a sensação de saciedade. Assim os pacientes comem menos e perdem peso.

A cirurgião gástrica Sally Norton acredita que este método deve ser parte de uma mudança na dieta e uma perda de peso controlada.
Norton acredita que o sistema serve de suporte mas sublinha que continua a ser necessária muita força de vontade: “este balão vai reeducar os pacientes em relação às quantidades, retraindo o cérebro, mudando a mentalidade, mas também serve de motivação uma vez que vão perder algum peso que precisam perder e vão ganhar ferramentas para continuar emagrecer, mesmo depois de ser retirado o balão.”

Alguns médicos e dietistas têm reservas quanto ao uso do balão gástrico. Sobretudo porque pode dar uma ideia errada às pessoas com excesso de peso de que esta é uma solução rápida, em vez de fazer dieta e exercício físico. Além disso, existem efeitos secundários como naúseas, vómitos e dores abdominais.

Tam Fry, especialista em obesidade, defende que o principal, manter um peso ideal, é ter uma vida saudável, para que o índice de massa corporal não ultrapasse o nível 27”.

O balão gástrico não está acessível a todas as bolsas: o tratamento ronda os 3500 euros. Além disso, ainda não existe dados sobre o sucesso desta terapia a longo prazo, não se sabe se os pacientes foram capazes ou não de não voltar a engordar.