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Davos: Otimismo moderado sobre a retoma

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Davos: Otimismo moderado sobre a retoma

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Apesar dos recentes sinais de retoma, no Fórum económico de Davos, os participantes evitam por a mão no fogo.

O tema é “crescimento inclusivo”, mas a palavra “retoma” é usada com muito cuidado. Ninguém quer ser apanhado em falso no caso de nova crise. Os participantes preferem centrar-se na qualidade e não no ritmo.

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, reconhece que, desde meados de 2012, os mercados registaram melhorias espetaculares.

Mas em termos da economia real na zona euro, o discurso de Draghi é bem mais moderado: “Nos últimos meses temos observado uma vaga de dados que mostram ser cada vez mais sólidos. Assistimos ao início da retoma, que ainda é fraca, que ainda é frágil e desigual. É uma retoma impulsionada pelas exportações, mas agora vemos um alastramento gradual ao consumo. Mas é uma retoma”.

Um dos grandes problemas da retoma é a falta de emprego. O presidente do BCE defende que uma reforma laboral é o único meio para reduzir a taxa de desemprego e acabar com a discriminação dos jovens.

Segundo a enviada Sarah Chappell, “apesar do otimismo geral entre os ricos e poderosos reunidos em Davos, ainda há indícios de que a crise económica está longe de ter terminado”.