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Genebra II: Brahimi tenta juntar rivais sírios e Guterres pede bom senso

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Genebra II: Brahimi tenta juntar rivais sírios e Guterres pede bom senso

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Lakhdar Brahimi teve uma quinta-feira bem preenchida na Suíça. O mediador das Nações Unidas (ONU) para a crise da Síria reuniu-se em separado com ambas as partes do conflito, ainda em Montreaux, e tentou convence-las a juntarem-se na mesma sala, esta sexta-feira, em Genebra, no arranque da segunda conferência de paz para a Síria.

Seria o primeiro encontro direto entre as duas partes desde que, em março de 2011, estalou o conflito sírio entre o governo liderado por Bashar Al-Assad e a oposição.

O chefe da Coligação Nacional síria, a principal força de oposição ao atual governo, reforçou, por seu lado, o argumento de que o presidente deve renunciar ao poder. Em vésperas do arranque de Genebra II, Ahmeed Al-Jarba disse ainda esperar que Bashar Al-Assad venha a ser julgado por alegados crimes de guerra.

Pelo lado do governo sírio, o embaixador do país na ONU, Bashar Jaafari, mostrou abertura para negociar com a oposição, mas não medidas que levem a uma mudança política no país.

Mais preocupado com as vítimas colaterais do conflito sírio, o Alto-comissário da ONU para os refugiados, António Guterres, pediu, através da euronews, bom senso aos responsáveis sírios. “Não é muito difícil definir o que é preciso fazer. É uma questão de boa vontade, liderança e iniciativa, por parte de todos os líderes políticos que têm realmente influência na forma como as coisas podem evoluir em relação à crise na Síria.”

A segunda conferência de Paz para a Síria arranca, assim, em Genebra, na incerteza. A expectativa é saber se as duas partes se vão de facto sentar à mesma mesa e, no mínimo, debater o fim da violência sobre civis no país e a ajuda aos milhares que estão a morrer à fome ou por falta de ajuda humanitária.

Um porta-voz da oposição ao governo adiantou, entretanto, que as delegações deverão negociar em salas separadas, recorrendo apenas à intermediação do mediador da ONU.