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Tensão sem violência, na Ucrânia

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Tensão sem violência, na Ucrânia

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A tensão voltou a Kiev, depois de malogradas as conversações, entre os líderes da contestação e o presidente, Viktor Ianukovitch.

Polícia e manifestantes voltaram a ocupar posições estratégicas na Praça da Independência.

O presidente não aceitou nenhuma das exigências apresentadas pelo antigo campeão de boxe, Vitaly Klitschko.

“A única coisa que conseguimos garantir – não foi muito – disse o antigo pugilista – Ianukovitch disse que, se não houver qualquer resistência, estão prontos a libertar os prisioneiros e pôr fim à violência.”

“Vergonha”, gritou a multidão.

“Sim, eu tive a mesma reação”, disse Klitschko.

Vitalis Klitschko queria garantir a imediata demissão do Governo e a revogação de toda a legislação que condiciona o direito de manifestação.

Mas o presidente não cedeu, em nenhum destes pontos.

“Fazer as pazes com eles é como dizer a um cão que nos mordeu a mão: não mordas mais. Eles só querem ganhar tempo”, disse um manifestante.

“Pela forma como eles estão a agir, só posso dizer que é impossível esperar quaisquer concessões ou apaziguamento. As negociações são apenas para ganhar tempo. Tudo o resto é mentira”, concluiu outro manifestante.

O fogo serve para combater o frio, mas também para barricar os caminhos da polícia. Suspeita-se que, a qualquer momento, a polícia lance uma operação de larga escala, para expulsar os manifestantes da Praça da Independência.

A enviada da euronews, Angelina Kariakina, diz que as duas partes entraram agora num jogo de paciência:

“Paz temporária, em troca da suspensão de prisões e da repressão contra ativistas – esta é a proposta que o líder da oposição trouxe aos manifestantes, depois de mais uma ronda de negociações com o Presidente. Há muita desconfiança dos dois lados da barricada e ninguém acredita em promessas. Mas os manifestantes não estão a desenvolver qualquer ação radical. Decidiram tomar uma atitude de esperar para ver. Vai ser assim por mais algum tempo”.