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Trégua é miragem na revolta ucraniana

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Trégua é miragem na revolta ucraniana

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Será a força das ruas capaz de derrubar Ianukovitch tal como aconteceu há praticamente uma década?

Uma trégua na revolta ucraniana parece cada vez mais ser uma miragem, à medida que as posições se vão extremando. Última acha para a fogueira: Viktor Ianukovitch nomeou um elemento da linha dura do Partido das Regiões para dirigir o gabinete da presidência. Andrii Kliouiev, até agora secretário do Conselho de Segurança Nacional substitui o moderado Sergui Liovotchkine, que apresentou a demissão depois da promulgação das controversas leis que reforçam as sanções contra manifestantes e que atentam contra liberdades fundamentais, segundo os críticos.

Um conselheiro político do presidente ucraniano considera que Ianukovitch teve uma “boa ideia” ao convocar uma sessão extraordinária do parlamento em que será possível “fazer alterações às leis que causaram o ressentimento do povo”. Segundo Mykhaylo Pohrebinsky, “o primeiro passo é ambas as partes recuarem” para acalmar os ânimos, seguido de uma segunda fase “estratégica”, em que o presidente aceita “alterações à Constituição que irão reduzir os poderes” presidenciais e “reforçar os poderes do Parlamento”.

A oposição, cada vez mais unida, multiplica as ações de desobediência civil e reforça a presença nas ruas. Um clima de revolução que voltou a ser ateado pelas mortes e a repressão policial, o “terrorismo oficial”, segundo os manifestantes.