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Três anos depois da revolução Egito sofre com violência

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Três anos depois da revolução Egito sofre com violência

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No dia 25 de janeiro de 2011, milhares de egípcios saíram às ruas para pedir a queda de Hosni Moubarak. Durante 18 dias, a praça Tahrir foi o epicentro de um movimento de contestação sem precedentes.

No dia 11 de fevereiro de 2011, Hosni Moubarak demitiu-se e transferiu os poderes para o exército. Uma era tinha chegado ao fim. O Conselho Supremo das Forças Armadas anunciou a dissolução do Parlamento e a suspensão da Constituição, duas das principais reivindicações dos manifestantes.

Em junho de 2012, Mohamed Morsi venceu as primeiras presidenciais democráticas da história do país.

Um ano mais tarde, o presidente foi deposto pelo Exército, que justificou o afastamento com o descontentamento de uma grande parte da população.

Desde então, o país está profundamente dividido e amarrado à violência. As autoridades interinas iniciaram uma repressão implacável contra a Irmandade. Vários milhares de apoiantes foram mortos ou presos, depois de o general Abdel Fattah al-Sissi ter deposto Morsi.

Desde dezembro, a Irmandade Muçulmana é classificada como uma organização terrorista.

Esta semana, a Amnistia Internacional publicou um relatório sobre a situação no Egito, em que denuncia uma “violência de uma magnitude sem precedentes”. As autoridades militares são acusadas de utilizar todos os recursos para reprimir a oposição e violar os direitos humanos…

“Temos um longo caminho a percorrer para atingir os objetivos da revolução de 25 de janeiro e mesmo as exigências do povo que saiu às ruas a 30 de junho. Penso que o primeiro passo é respeitar genuinamente e de uma maneira credível os Direitos Humanos… e temos de nos lembrar sempre que é a pobreza e a marginalização que estão na origem de distúrbios políticos, violência com motivações políticas ou aquilo a que chamamos terrorismo”, afirmou Khaled Mansour, diretor da Egyptian Initiative for Personal Rights.

Eleições presidenciais e legislativas devem ser organizadas em breve no Egito, depois de ter sido adotada uma nova Constituição por referendo este mês. O general Sissi deixou a porta aberta a uma candidatura.