Última hora

Última hora

Ucrânia: Manifestantes mantêm espera mas pedem ajuda à Europa

Em leitura:

Ucrânia: Manifestantes mantêm espera mas pedem ajuda à Europa

Tamanho do texto Aa Aa

A calma deverá manter-se em Kiev, pelo menos até terça-feira. Mesmo na rua contígua à praça Maidan, onde ocorreram os mais violentos confrontos da última semana, o cenário é neste momento de aparente serenidade, embora com alguma tensão no ar.

Os apelos de quinta-feira, pelos líderes da oposição, ao prolongamento da paz pelo menos até terça-feira, dia da anunciada sessão extraordinária do parlamento para discutir a atual situação, e as declarações desta sexta-feira do presidente Viktor Yanukovich, a admitir eventuais mudanças no governo, levaram a polícia e os manifestantes mais radicais a manter-se para já na expectativa, embora sem abandonar as posições.

O sentimento antigoverno que se vive nas ruas é muito forte e a recente ameaça internacional de sanções à Ucrânia é bem vista pelos manifestantes, que esperam, contudo, que elas tenham alvos, na opinião deles, melhor definidos, isto é, os “membros do parlamento, o governo da Ucrânia e, mais importante, os oligarcas”, especificou à euronews um manifestante, sem se identificar. Este ativista considera que os oligarcas têm uma “influência forte na política ucraniana e controlam os membros do Parlamento, embora”, acusa, “mantendo as contas bancárias no estrangeiro.”

Um outro manifestante antigoverno fez parte de um protesto à porta da embaixada da Alemanha, em Kiev, onde simularam um “banho” de sangue. “Queremos mostrar a violência que têm estado a acontecer na Ucrânia. Há sangue derramado. Sangue de pessoas inocentes. Estamos em frente à embaixada da Alemanha e depois vamos também para diante das embaixadas da Polónia e da Áustria”, adiantou.

Apesar destas manifestações pacíficas e da aparente calma que se vive em Kiev, na madrugada desta sexta-feira, após nova reunião sem acordo com o governo, um grupo de manifestantes tomou de assalto o ministério da Agricultura.

Longe destes episódios isolados de rebelião face às tréguas que se mantêm desde quinta-feira, a correspondente da euronews em Kiev, Maria Korenyuk, escutou ainda outro apelo por parte dos manifestantes antigoverno: “Sanções contra ucranianos foram já anunciadas pela embaixada dos Estados Unidos, que revogou os ‘vistos’ para todos aqueles que tiveram algum tipo de ligação à violência registada durante as manifestações nas ruas. Os protestantes pedem, agora, à Europa para fazer o mesmo que os americanos.”