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Assassínio à catanada de ex-ministro islâmico relança caos em Bangui

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Assassínio à catanada de ex-ministro islâmico relança caos em Bangui

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Os violentos confrontos entre milícias muçulmanas e cristãs voltou em força às ruas de Bangui, a capital da República Centro-Africana. O assassinato à catanada do ex-ministro da saúde, o islâmico Joseph Kalite, espoletou o relançar dos tiroteios na capital daquele país que há quase um ano está embrulhado numa luta religiosa e étnica de alguns grupos pelo poder.

Para o vice-presidente da Juventude Muçulmana, Mamoud Hissene, a morte de Kalite foi um ato cobarde contra uma pessoa que havia abandonado a política. “Ele já nem sequer fazia parte do Seleka, tinha sido excluído do movimento. Mas era um distinto muçulmano e eles, cobardemente, assassinaram-no somente por isso”, acusou, sem nomear os agressores, mas deixando a ideia de ter sido um ataque das milícias cristãs.

Ao longo desta sexta-feira, os tiroteios em Bangui foram frequentes. O pânico voltou a instalar-se na capital da República Centro-Africana um dia apenas após a tomada de posse de Catherine Samba Panza, a nova presidente de transição do país.

Houve mais vítimas. No meio de um grupo que transportava o corpo de uma pessoa que tinha sido alegadamente baleada, uma testemunha afirmou aos repórteres no local que tinham sido alvejados por milícias muçulmanas, que estariam a disparar sobre as pessoas junto a um mercado da cidade.

Os militares franceses que estão no país desde dezembro, ao lado de um largo contingente de soldados do Ruanda que também fazem parte da força de Paz apoiada pela ONU, saíram armados para as ruas e, recorrendo igualmente às armas, procuraram repor a ordem em Bangui.