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Hungria: 3.º corte nos preços da energia antes das eleições gerais de abril

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Hungria: 3.º corte nos preços da energia antes das eleições gerais de abril

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Os conservadores no poder na Hungria anunciaram o terceiro corte nos preços da energia no espaço de menos de três meses. A oposição fala em “manobra eleitoral” tendo em vista o sufrágio para o Parlamento agendado para 6 de abril.

No dia das mentiras, a verdade é que o gás natural vai baixar mais 6,5% para os particulares. Em setembro é o preço da eletricidade que sofre novo corte. As empresas vão continuar a pagar o mesmo pela energia.

Os conservadores do Fidesz afirmam que “os fornecedores são monopólios” e que portanto os consideram “não como orientados para o lucro mas como serviços não lucrativos” e não aceitam “demasiados proveitos”, justificando desta forma a fixação de preços que já permitiu baixar o custo da energia para os particulares em cerca de 20% entre novembro e janeiro.

Numa decisão que é vista como uma aproximação estratégica à Rússia, Budapeste assinou em janeiro com Moscovo um acordo para a construção de dois novos reatores para a central nuclear de Paks, a única no país e que assegura 40% das necessidades da Hungria. A Rússia deverá emprestar 10 mil milhões de euros, garantindo a parte de leão do investimento e reforçando a sua hegemonia enquanto parceiro energético da Hungria.

Como explica a correspondente da euronews em Budapeste, Andrea Hajagos, “a União Europeia já exprimiu a sua preocupação com os cortes nos preços da energia na Hungria. Um caso que levou o partido da maioria, o Fidesz a aprovar no Parlamento uma declaração política em que pede ao governo para lutar contra a burocracia europeia”.