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Israelitas visitam Auschwitz e Portugal lembra heróis anti-holocausto

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Israelitas visitam Auschwitz e Portugal lembra heróis anti-holocausto

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Uma delegação de Israel, a maior desde a independência do país em 1949, visitou esta segunda-feira o que outrora foram os campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polónia. No dia em que se celebram 69 anos sobre a libertação de Aushwitz pelas forças aliadas, é também assinalado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído assim pelas Nações Unidas (ONU) em 2005, quando passavam 60 anos sobre a “conquista” do campo aos nazis.

A visita desta segunda-feira a Aushwitz, que, entre os 350 participantes israelitas, integrou mais de 20 sobreviventes do holocausto e familiares, 59 parlamentares e 250 figuras públicas, passou pelo museu do campo e percorreu a área que compunha os também conhecidos como “campos da morte”. Flores e velas acesas foram depositadas em memoriais no local. Por ultimo, o grupo dirigiu-se a Birkenau, a cerca de três quilómetros, onde foi realizada uma cerimónia oficial.

A acompanhar a delegação israelita em Aushwitz estiveram também representantes de governos de vários países europeus, incluindo a anfitriã Polónia, França, Rússia, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália e Espanha.

Portugal associou-se à homenagem à distância. O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) emitiu um comunicado onde descreveu o holocausto “como um dos momentos mais negros da história da humanidade”. “O Governo português recorda também todos aqueles cuja coragem e determinação conseguiram poupar à morte milhares de judeus condenados aos campos de concentração nazi, entre os quais os diplomatas portugueses Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido e Alberto Teixeira Branquinho. O seu exemplo continuará a inspirar-nos a resistir ao ódio, à intolerância, ao preconceito, à discriminação e ao racismo, para evitar a repetição de tragédias desta natureza”, lê-se no comunicado do MNE.

Salientando que Portugal pertence desde 2009 à Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, o ministério liderado por Rui Machete defendeu ainda que “evocar o holocausto e promover a educação dos jovens sobre este terrível período da história é um imperativo ao qual o Governo português se associa plenamente.”