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Músico e ativista de eleição, Pete Seeger morre aos 94 anos

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Músico e ativista de eleição, Pete Seeger morre aos 94 anos

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Pete Seeger (1919-2014), o autor de êxitos da folk americana como “If I Had a Hammer” ou revisões simbólicas como “We Shall Overcome”, morreu esta segunda-feira, de causas naturais, em Nova Iorque. O músico e reconhecido ativista pelos direitos humanos e ambientais tinha 94 anos.

Não tão conhecido, mas tão importante como Johnny Cash na promoção da música tradicional americana, Pete Seeger nasceu a 3 de maio de 1919 em Manhattan. Os pais divorciaram-se quando ele tinha sete anos. O pai voltaria a casar-se. A madrasta, Ruth Crawford, era uma devota da música Folk. Aos 15 anos, Pete ouviu pela primeira um banjo. Apaixonou-se pelo som e não descansou enquanto não aprendeu a domina-lo.

Sonhava ser jornalista e estudou artes, mas foi a música que o prendeu. Nos anos 40, cantou contra o regime de Hitler, que então devastava a Europa e arrastava os Estados Unidos para a guerra. Tornou-se acérrimo ativista pelos direitos civis, humanos e ambientais. Aliou-se a Martin Luther King. Nunca baixou os braços na luta por um melhor e mais justo planeta. “Desconfiem dos grandes líderes”, afirmou, em 2011.

Companheiro de estrada de Woodie Guthrie, foi uma forte influência na ascensão de Bob Dylan. O Los angeles Times descreveu-o como “a consciência da América”. Em 2006, Bruce Springsteen dedicou-lhe um álbum a que deu o título “We Shall Overcome: The Pete Seeger Sessions”.

“Ainda há 10 dias estava a cortar lenha”, disse esta segunda-feira a neta Kitama Cahill-Jackson, ao Washington Post. Teve uma recaída. Foi internado na semana passada no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Por lá, ficou seis dias. Até morrer de causas naturais depois de uma vida repleta.