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Ucrânia: Parlamento adia decisão sobre amnistia de manifestantes

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Ucrânia: Parlamento adia decisão sobre amnistia de manifestantes

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A sessão parlamentar extraordinária do parlamento ucraniano foi suspensa. Os deputados da Rada Suprema (parlamento ucraniano) deviam ter voltado ao debate para discutir a amnistia dos manifestantes detidos em confrontos com a polícia, mas as negociações vão continuar.

De acordo com fontes parlamentares, o partido de Ianukovitch exige que os protestos terminem e as ruas sejam limpas nos próximos 15 dias. Mas a oposição só aceita esta imposição caso a amnistia seja aprovada.

Durante a manhã foram revogadas as leis anti-manifestação que tinham sido aprovadas a 16 de janeiro e que conduziram a uma radicalização da contestação pró-europeia.

Estas mudanças tinham sido acordadas entre o presidente da Ucrânia e a oposição esta segunda-feira.

As leis anti-manifestação previam penas até cinco anos de prisão para quem bloqueasse edifícios públicos e multas ou detenção administrativa para manifestantes que usessem máscaras e capacetes, como muitos fazem atualmente na capital da Ucrânia.
Estipulavam ainda trabalhos comunitários para os autores de difamação na internet, o que foi visto como uma forma de censura.

A sessão parlamentar extraordinária também esteve suspensa por causa do pedido de demissão do primeiro ministro. O chefe do executivo de Kiev explicou que esta decisão foi tomada para criar condições para uma solução pacífica para o país.

Entretanto, o presidente da Ucrânia já aceitou o pedido de demissão Azarov e de todo o governo. Mas o executivo vai manter-se em funções até ser eleito um novo governo. Só o primeiro-ministro vai ser substituido por Serhiy Arbuzov, antigo diretor do Banco Central da Ucrânia e amigo pessoal de Viktor Yanukovich.

As manifestações iniciadas começaram há mais de dois meses começaram depois do Governo se ter recusado a assinar um acordo de parceria com a União Europeia e agravaram-se depois da aprovação das medidas anti-manifestação. Os violentos confrontos já provocaram três mortos, segundo as autoridades,
e seis segundo a oposição, além de centenas de feridos.