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Ucrânia: Revogação de leis anti-manifestações e demissão de Azarov abrem espaço para compromisso

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Ucrânia: Revogação de leis anti-manifestações e demissão de Azarov abrem espaço para compromisso

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Dia de tensão política na Ucrânia. A Rada Suprema (parlamento da Ucrânia) revogou, por maioria, as leis anti-manifestação que tinham sido aprovadas a 16 de janeiro e que agravaram a contestação e os confrontos no país. Os deputados adiaram a votação da amnistia dos manifestantes detidos em confrontos com a polícia, mas as negociações vão continuar.

De acordo com fontes parlamentares, o partido de Ianukovitch exige que os protestos terminem e as ruas sejam limpas nos próximos 15 dias. Mas a oposição só aceita esta imposição caso a amnistia seja aprovada.

Durante a manhã o primeiro-ministro Mykola Azarov e todo o governo pediram a demissão. O chefe do executivo de Kiev explicou que esta decisão foi tomada para criar condições para uma solução pacífica para o país. Azarov disse mesmo que “a decisão tomada pelo parlamento e a minha, em conjunto criam condições para um compromisso. Quero dirigir-me ao povo do nosso país, dizendo que o mais importante é manter a unidade, a integridade do país e um desenvolvimento de sucesso. As ambições são secundárias.”

O presidente da Ucrânia já aceitou o pedido de demissão. Mas o executivo vai manter-se em funções até ser eleito um novo governo. Só o primeiro-ministro vai ser substituido por Serhiy Arbuzov, antigo diretor do Banco Central da Ucrânia e amigo pessoal de Viktor Yanukovich.

Recorde-se que as manifestações começaram há mais de dois meses, depois do governo se ter recusado a assinar um acordo de parceria com a União Europeia e agravaram-se depois da aprovação das medidas anti-manifestação. Os violentos confrontos já provocaram três mortos, segundo as autoridades, e seis segundo a oposição, além de centenas de feridos.