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Ucrânia: UE e Rússia mantêm acusações mútuas de pressão

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Ucrânia: UE e Rússia mantêm acusações mútuas de pressão

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A cimeira União Europeia (UE)-Rússia, esta terça-feira, em Bruxelas, visava desanuviar a crispação criada com as divergências quanto à crise na Ucrânia.

As partes prometeram intensificar o diálogo sobre o impacto da Parceria de Leste, uma estratégia europeia de cooperação económica com algumas ex-repúblicas soviéticas.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, sublinhou que “é preciso mudar a perceção de que o sucesso de uma região cria desvantagens noutra região. Na UE contestamos a mentalidade de bloco contra bloco”.

A crise na Ucrânia eclodiu depois do presidente Ianukovitch ter rejeitado assinar um acordo com Bruxelas, alegadamente sob pressão da Rússia.

Mas o Presidente Vladimir Putin considera que a pressão vem da UE e disse que “estes países nossos vizinhos estão a tentar cooperar mais ativamente com a UE, mantendo ao mesmo tempo os estreitos laços históricos e de cooperação com a Rússia. Sem dúvida que os devemos ajudar nesse sentido, mas é inaceitável criar novas linhas divisórias”.

O líder do Kremlim enfatiza, assim, a posição de que é Bruxelas e não Moscovo quem mais tem interferido na Ucrânia, não aceitando a decisão do atual governo.

Putin confirmou, ainda, que manterá o empréstimo de 15 mil milhões de dólares a Kiev, mesmo que se forme um novo governo.