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Bancos centrais não acalmam crise cambial

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Bancos centrais não acalmam crise cambial

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A pressão mantém-se sobre as divisas dos mercados emergentes, apesar das intervenções de vários bancos centrais.

Na Rússia, o rublo recuou, atingindo mínimos de junho de 2009. Uma nova desvalorização que levou o ministro da Economia a defender um adiamento da flutuação total do câmbio no país.

Também na Hungria, o florim recuou para mínimos face ao euro, com os rumores de que o país vai adiar o pagamento de dívida. Já o governador do banco central evocava a hipótese de um corte nas taxas de juro.

Na África do Sul, o banco central subiu as taxas de juro, mas não tanto como no caso da Turquia. As taxas subiram de 5% para 5,5%. É a primeira subida em quase seis anos e mesmo assim o “rand” recuou 1,6%.

A Argentina e a Índia já tinham alterado a política monetária e no Brasil esperam-se novas ações do banco central, o que limita a queda do real.

Vários analistas consideram que a crise se mantém, porque ninguém está a resolver os verdadeiros problemas das economias emergentes, agravados pelo início da redução dos estímulos da Reserva Federal norte-americana.

Com a crise cambial e à espera da decisão da FED, as bolsas europeias recuaram para mínimos de seis semanas.

Madrid é a única a terminar no verde, mas de forma muito ligeira. Nas restantes, as quedas variam entre os 0,23% de Lisboa e os 0,9% de Atenas.

O euro manteve-se estável face ao dólar. O ouro sobe.