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Moldávia: O vinho como arma

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Moldávia: O vinho como arma

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É com um embargo russo ao vinho, que a Moldávia tenta aproximar-se da Europa. Moscovo evocou razões sanitárias para bloquear as importações em setembro, mas, ao contrário de 2006, o impacto é desta vez menor.

As perdas anuais deverão atingir 40 milhões de dólares, contra 300 milhões de dólares há oito anos.

Victor Bostan, líder da casa Purcari, faz as contas: “Em 2006 perdi cerca de 10 milhões de dólares. No ano passado perdi um milhão”.

Mesmo assim, a Purcari ainda regista lucros.

O embargo precedente reduziu o número de produtores mas serviu de lição. As exportações de vinho moldavo para a Rússia caíram de 80% para apenas vinte. E o embargo russo é compensado agora pelo aumento das vendas à União Europeia.

O comissário europeu para a Agricultura, Dacian Ciolos, recorda que “em relação ao vinho, a União Europeia abriu totalmente o mercado ao vinho moldavo. Não há qualquer limite e não há taxas alfandegárias”.

A União Europeia considera que o embargo russo visa punir a Moldávia, por o país avançar com o acordo de parceria com os europeus.

Com a aproximação, os produtores moldavos ganham acesso também a fundos para investir.

Victor Bostan explica que “o Banco Europeu de Investimento deu um passo extraordinário a favor da Moldávia. Até agora ofereceu linhas de crédito de 75 milhões de euros, por isso, os produtores de vinho podem investir e modernizar o setor”.

A assinatura final do Acordo de Livre Comércio UE-Moldávia está prevista para setembro. A Moldávia terá então um período de transição de sete anos para se adaptar e atingir o nível dos agricultores da UE.