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Ucrânia: Acordo sobre amnistia aos manifestantes presos ainda não foi alcançado

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Ucrânia: Acordo sobre amnistia aos manifestantes presos ainda não foi alcançado

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A Ucrânia está em suspenso à espera do resultado das negociações no parlamento ucraniano sobre a aprovação da amnistia para os manifestantes detidos durante os protestos das últimas semanas.

Em cima da mesa estão dois projetos de lei: um deles apresentado pela oposição (mais radical, pede a libertação imediata dos detidos, além disso quer que os elementos da força de segurança que torturam e usaram de força excessiva nos protestos sejam levados à justiça); o outro projeto, apresentado pelo partido que suporta o governo e o presidente Ianukovic, defende uma amnistia generalizada, mesmo para os elementos da força de segurança.

Esta quarta-feira está também a ser marcada pela saída de Mykola Azarov. O primeiro-ministro demissionário sai, mas o resto do executivo mantém-se em funções até que seja indicado um novo governo. E, entretanto, na liderança interina vai ficar o vice-primeiro-ministro, Serhi Arbuzov.

Nas ruas de Kiev há uma aparente acalmia, mas não há sinais de desmobilização dos manifestantes. O único incidente registado acabou por surpreender até a polícia. Depois da oposição e o presidente Viktor Ianukovic terem chegado a acordo a segunda-feira, não houve mais ocupações de edifícios públicos.
O Ministério da Agricultura era um dos que estava ocupado. Alguns manifestantes decidiram esta quarta-feira começar mais cedo a retirada e acabaram por expulsar, de forma violenta, os outros manifestantes que estavam dentro do edifício. Um sinal de que a oposição afinal pode não estar assim tão unida.