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Ucrânia: Parlamento discute amnistia para detidos durante os protestos

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Ucrânia: Parlamento discute amnistia para detidos durante os protestos

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A sessão extraordinária do parlamento ucraniano, de terça-feira, ficou marcada pelas primeiras cedências efetivas às reivindicações da oposição. A revogação das leis antiprotestos e a demissão do governo foram aplaudidas na assembleia e nas ruas do país.

Esta quarta-feira a Rada Suprema vai debater a concessão de uma amnistia aos detidos durante os protestos.

“A oposição queria que a lei da amnistia fosse aprovada, mas a maioria insistiu que só iria adotar essa lei apenas se fossem satisfeitas algumas condições especiais. São elas: os manifestantes devem abandonar, de imediato, os edifícios administrativos e as ruas e autoestradas devem ser desimpedidas. Nós não concordámos com isso,” afirmou o líder da oposição, Oleh Tyahnibok.

O partido da Regiões do presidente Viktor Ianukovitch espera que, agora, esta crise política chegue ao fim, como confirma Mykhailo Chechetov: “O país não tem trabalhado na total capacidade! A crise política congelou tudo! É necessário devolver os edifícios aos trabalhadores. Deixem o país trabalhar!”

A notícia demissão do primeiro-ministro, Mikola Azarov, e do executivo foi bem recebida pelos manifestantes, mas avisam que querem mais…

“Eles estão apenas a ganhar tempo. Pensam que isto é suficiente mas creio que as pessoas querem, apenas, a demissão de Ianukovitch, que a polícia de choque seja dissolvida e que aqueles polícias que mataram e torturaram sejam levados à justiça,” avisa este manifestante.

Além da amnistia para os detidos nos protestos, os contestatários reivindicam a revisão da Constituição e a marcação de eleições presidenciais antecipadas.

As primeiras concessões de Ianukovitch surgem 70 dias após o início dos protestos pacíficos, de início, que acabaram por degenerar em violência.